Renault Duster (1/3)


Boa tarde,

Na última semana, tive a oportunidade de dirigir pela primeira vez um SUV compacto, categoria inaugurada pela EcoSport e trouxe diversos outros modelos para o Brasil.

Essa categoria basicamente utiliza chassis de carros menores, com motores de cilindrada mais baixa do que as tradicionais SUV’s americanas. O diferencial está na altura da suspensão, que diferente das versões comemorativas (Fiat Adventure e VW Rallye) os carros que se encaixam nesta categoria possuem uma suspensão bem mais elevada com pneus normalmente configurados para uso misto (cidade/terra).

Desta vez, peguei para avaliar o Renault Duster 1.6 Dynamique, fiquei com o carro por 8 dias e rodei aproximadamente 2200km, passando por trecho urbano, estrada e rodovia.

 

Sobre a versão Dynamique.

Versão top da linha 1.6, ao todo são 10 versões do carro, sendo 6 versões 2.0 e 4 versões 1.6, variando entre AT e MT, com diversas opções de acabamento.

A versão 1.6 Dynamique possui todos os itens “normais” (vidros elétricos, ar condicionado, direção hidráulica, retrovisores elétricos, etc etc etc) o diferencial está na Central Multimídia da marca LG e o acabamento dos bancos que por sinal são bastante confortáveis.

O motor 1.6 é ótimo para a cidade, na estrada ele vai bem até a velocidade limite da pista, se houver necessidade de esticar um pouco, você sentirá as limitações (normais) do motor 1.6, de um modo geral o motor casou bem com o carro.

Provavelmente a versão 2.0 seja ideal para pessoas que andam com mais peso no carro, durante a utilização do carro a grande parte do uso foi sozinho, diria que uns 85% do uso do carro ele estava sub-utilizado, quando ao uso do motor e espaço interno.

 

Sobre o carro

1) Como motorista

O carro não possui todos os comandos na mão, ao entrar no carro não se vê facilmente os controles do retrovisor elétrico e também os comandos do áudio – que ficam atrás do volante.

Os comandos do retrovisor elétrico ficam debaixo do freio de estacionamento (de mão), normalmente ficam próximos aos comandos do vidro elétrico, quando estes ficam na porta do motorista. De qualquer forma não foi fácil localizar, principalmente porque eu peguei o carro a noite e só percebi que o retrovisor não estava 100% regulado quando comecei a dirigir e perceber os pontos cegos.

Os comandos de som, até hoje não usei todos os botões, é uma questão de amor e ódio, aprendi a usá-los usando. Ou seja foi na prática e na raça mesmo, com o carro em movimento fui apertando os botões sem medo e descobrindo para que servia cada botão.

O painel de instrumentos é simples, não posso dizer que é completo, mas faz o arroz com feijão bem feito. Não sei é aquele display no painel pode ser chamado de computador de bordo, com funções muito simples que eram novidades para carros fabricados nos anos 90, para um carro fabricado em 2014 eu esperava ter mais vida no painel, a cor do painel (aparentemente é a mesma dos Peugeot) entrega a idade do projeto, que embora seja um carro novo seu projeto utiliza referências muito antigas da Renault.

Configurar o computador de bordo diferente de outros carros fanceses é uma atividade que requer um pouco de paciência, até para regular a hora do painel é algo um pouco chato de ser feito. A Central multimídia por sua vez só me tirou as dúvidas que eu tinha sobre os produtos LG, que são baratos e que os sensores GPS são péssimos (comprei um celular LG G3 e me decepcionei quanto ao sensor GPS e a alta temperatura do conjunto).

A Central multimídia, garante o básico do entretenimento, o som possui bons graves/agudos, mas nada que surpreenda ou que mereça uma nota superior a 5/10.

O câmbio não possui qualquer traço de esportividade é simples, fácil de dirigir, as pessoas adoram esse tipo de câmbio, qualquer um pode dirigir o carro os engates são fáceis. Garante inclusive facilidade e agilidade para estacionar o carro.

O tamanho do carro engana bastante, quando se está dentro o espaço interno bem aproveitado dá a impressão de ser um carro grande, essa sensação foi a mesma que relatei sobre o Fiat Idea.

Os sensores de estacionamento são um mimo a parte, que ainda nos dias de hoje é vendido como item de luxo para os carros nacionais. O carro não possui câmera de ré, mas só o fato de ter sensor de estacionamento já ajuda a estacionar o carro.

Faróis de milha são item de série nessa versão, muito bom e útil principalmente quando se está em uma estrada com pouca (ou nenhuma) iluminação.

 

2) Impressões ao Dirigir

Ao dirigir o Duster é uma sensação inédita, andei por ruas boas, ruins e péssimas. A suspensão faz muito bem o seu trabalho, não passando qualquer trepidação para dentro do carro. As moedas do console faziam barulho, o carro é muito firme e não se ouve barulho de plástico ou qualquer outro material batendo no carro.

Os porta-objetos são bons, mas não o suficiente, não cabe um smartphone no console central, existe um espaço na parte superior do painel que cabe um celular, mas convenhamos, quem deixaria um celular tomando sol e a vista de bandidos do lado de fora do carro?

Falando em segurança o carro veio sem insulfilm…. isso é ruim para dirigir e pior ainda quando se anda por lugares menos seguros, principalmente porque a central multimídia não desliga a dela, ela fica “desligada” na cor preta/cinza, diferente da Pioneer que desliga realmente a tela o que deixa mais mascarado quando se trafega por lugares pouco seguros.

Amanhã postarei fotos e mais opiniões sobre o carro e minha opinião como passageiro, comportamento e consumo do carro.

Obrigado

Carro do Leitor: Renault Clio


Boa noite!

A algumas semanas recebi do nosso leitor e amigo Daniel as fotos do seu carro, trata-se de um excelente exemplar de um Renault Clio, particularmente o Clio é um carro que me agrada bastante, não só pelo fato dele ser um carro com um preço acessível, mas pelo fato dele ser um carro com design mundial é possível encontrar diversos acessórios importados que darão uma cara mais agressiva ao popular modelo francês.

Uma das tristezas que temos aqui no mercado nacional é que a Renault não produziu ou importou qualquer versão V6 do modelo, este por sua vez é encontrado no mercado Europeu. Mas as versões 1.0 e 1.6 do modelo nacional não deixam a desejar em nada para os carros que por aqui circulam.

 

O carro está completo, personalização discreta e de muito bom gosto, o jogo faróis de led dão a agressividade que o carro precisa na medida certa, além disso, escape, rodas TWS e faróis de milha completam o conjunto da obra.

 

Obrigado Daniel.

 

Envie fotos do seu carro para andre_cerberus@hotmail.com

Curiosidades: Renault Clio


 

Boa noite,
5 Curiosidades sobre o Renault Clio
  1. O Clio foi lançado no Brasil em 1999 e desde então já vendeu 250 mil unidades. A geração anterior, contudo, surgiu três anos antes.
  2. O hatch compacto é produzido na unidade da Renault em Santa Isabel, Argentina.
  3. Além do Clio, a Renault faz estratégia parecida com a Mégane Grand Tour. A station wagon média agora é vendida por R$ 49.050 já bastante completa e entra na faixa de preços de rivais menores, como Volkswagen SpaceFox e Fiat Palio Weekend.
  4. Na Europa, o Clio tem uma geração nova, lançada em 2006 e reestilizada em 2009.
  5. A variante sedã do Clio foi aposentada no Brasil e sua plataforma deu origem ao Symbol, que é fabricado na mesma fábrica argentina do Clio hatch.

 

Cronologia

1996 – Início de importação da Argentina
1999 – Início de produção no Brasil nas versões RL 1.0 de 59 cv, RN 1.0 ou 1.6 de 90 cv e RT 1.6
2000 – Lançamento do Clio Sedan com motor 1.6 16V de 110 cv nas versões RN e RT
2000 – Versão esportiva Si 1.6 16V com 110 cv
2001 – Motor 1.0 16V de 70 cv
2001 – Séries especiais Yahoo e Tech Run
2002 – Série O Boticário 1.0 16V para a carroceria Sedan
2002 – Série especial Jovem Pan
2002 – Versão Alizé
2003 – Frente remodelada, com novos faróis, grade, capô e pára-choques. A nomenclatura também mudou: a RL passou a ser Authentique, a RN virou Expression e a RT se tornou Privilège
2003 – Opção de três portas na versão Authentique
2004 – Versão Dynamique com três portas
2005 – Motor Flex
2006 – Série Expression Get Up 1.0 16V com 950 unidades (abril)
2006 – Sedan Expression Egeus 1.0 e 1.6 com 3.100 unidades (abril)
2006 – Série especial Air, hatch de 5 portas, motor 1.6 16V com 700 unidades produzidas (setembro)
2007 – Edição limitada de apenas 5 unidades do Clio F1 Team para comemorar o bicampeonato da Renault na Fórmula 1 (abril)
2007 – Clio Sedan Plug com 1.200 unidades. Baseado na versão Expression com motor 1.0 16V Hi-Flex (maio)
2007 – Voltou a ser importado da Argentina (agosto)
2008 – Versão de entrada Campus (abril)
2008 – Fim do Clio 1.6 (abril)
2009 – Série especial Get Up, com rodas de liga leve, rádio CD player com MP3 e comandos na coluna de direção (março)
2009 – Linha 2010 (agosto)

 

Obrigado