Problemas e Mais Problemas


Boa noite

Ter um carro é como um casamento… tem momentos altos e baixos, os momentos altos é ele cumprir o papel básico bem feito, os baixos é ele te deixar na mão quando você mais precisa ou quando ele simplesmente para de funcionar… vou colocar aqui algumas dicas de como resolver problemas “corriqueiros”.

Evite situações como esta:


O motor demora a pegar e se pegar engasga ou falha:
– Combustível adulterado
– Tanque de combustível com sujeira
– Bicos injetores entupidos ou sujos
– Vela cansada
– Cabo das velas com defeito
– Carburador sujo
– Platinado gasto
– Cachimbo gasto
– Filtro de combustível entupido
– Bomba de combustível com defeito
Após identificar o problema, troque a peça danificada ou leve-a para conserto. Procure oficinas de sua confiança ou a própria concessionária.

O carro começou a trepidar:  
– Coxim do motor defeituoso;
– Platô e disco de fricção defeituosos;
– Um ou dois cabos de vela podem ter se soltado ou, ainda, podem ter se partido;
– Se a trepidação é no volante, é problema de balanceamento ou alinhamento das rodas;
– A suspensão está com defeito.

O carro está consumindo mais combustível: 
– Vela cansada;
– Bicos injetores sujos ou entupidos ;
– Filtro de combustível entupido;
– Óleo do motor vencido, perdendo a capacidade de lubrificação;
– Correia do motor ou correia dentada frouxa;
– O motor está sendo forçado e as marchas não estão sendo usadas corretamente;
– Pneus descalibrados e/ou muito desgastados;
– Estilo agressivo de dirigir;
– Combustível adulterado;
– Tubo e filtro do respiro do óleo do cárter entupido;

Cuidados que podem ser observados para evitar o problema:
– Calibrar os pneus regularmente de acordo com as especificações do manual do proprietário
– Procurar abastecer em postos confiáveis e não se decidir apenas pelo menor preço
– Trocar o óleo dentro dos prazos estipulados no manual
– Fazer revisão preventiva em oficina de confiança ou concessionária
– Limpar o tubo do respiro do óleo do cárter e trocar esse filtro
– Fazer alinhamento regularmente.

As marchas arranham durante o engate:
– Embreagem com defeito no platô ou disco desgastado
– Pedal da embreagem mal regulado, muito alto ou muito baixo
– Trambulador do câmbio mal ajustado ou sincronizador desgastado ou com defeito
– Em situação mais extrema, dentes da engrenagem muito desgastados ou até quebrados

Câmbio pode ter vazamento de óleo? 
Mancha de óleo no chão embaixo da caixa de câmbio, seja ele manual ou automático, indica um vazamento. Ele acontece quando as juntas estão defeituosas ou se ocorreu espanamento das roscas do bujão. Se a mancha não for grande, leve o carro até uma oficina de confiança. Se for
muito grande, chame um guincho, lembrando que, no caso de carro com câmbio automático, tem que ser o do tipo plataforma.

Quando eu viro a direção até o final, um barulho vem da roda:  
Provavelmente a junta homocinética quebrou ou está para quebrar. Para testar seu funcionamento, vire o volante para um lado até o final do curso e tente sair com o carro. Se ouvir um estalo vindo da roda, realmente a homocinética está quebrada. Troque-a assim que puder.

Porque a direção hidráulica está muito pesada? 
– O fluido pode estar vencido, com o nível baixo ou misturado com água
– Deve-se verificar se há vazamento nas mangueiras ou em suas conexões
– A correia do compressor da direção pode estar frouxa
– As articulações junto ao sistema da direção, como terminais, ligamentos e braços da direção, podem estar com folga. É necessário verificar em uma oficina. Em alguns casos, um ajuste pode resolver. Dependendo da situação – geralmente em casos de desgaste exagerado – pode ser necessária a troca das peças danificadas.
– Defeito na caixa de direção
– Verificar alinhamento, cambagem e cáster
– Se a direção hidráulica fizer um ruído estranho ao ser esterçada de um extremo ao outro, esticar a correia soluciona o problema na maioria dos casos.

Um ruído intensivo vem das rodas quando o carro está em velocidade constante. Qual é o problema? 
Se o barulho vier da extremidade do eixo, bem junto das rodas, rolamentos desgastados ou defeituosos podem ser o problema. Os rolamentos evitam o atrito entre o eixo e o cubo da roda. A simples substituição deles eliminará o ruído.


O freio parou de funcionar, o que fazer?  
A primeira providência é reduzir as marchas, para que o freio motor ajude a diminuir a velocidade do carro, e puxar o freio de mão gradativamente. Não puxe a alavanca toda de uma só vez. Isso pode fazer o carro dar um “cavalo-de-pau”. Se você estiver no perímetro urbano e dependendo da velocidade, não haverá tempo para a redução das marchas. Passe para o freio de mão direto. Em rodovias, especialmente em descidas, vale a redução de marchas e o uso do freio de mão até a parada total do veículo – no acostamento, de preferência.
A falha de freio pode ter, basicamente, as seguintes causas: falta de fluido, vazamento do fluido por mangueira defeituosa, pastilhas ou lonas gastas ou cilindro-mestre (peça próxima do pedal de freio) com defeito.
Primeiro verifique o nível do fluido no reservatório do freio. Se ele estiver normal, o cilindro é a provável causa da perda de freio. Chame o guincho para tirar o carro do local. Aproveite para fazer uma revisão geral ao mandar realizar os reparos.

O marcador de temperatura do painel mostra que a superaquecimento. O que fazer? 
Pare o carro imediatamente. Se não fizer isso, ele esquentará ainda mais até queimar a junta do cabeçote ou até mesmo empenar o próprio cabeçote, o que comprometeria seriamente o motor. Com o veículo estacionado, abra o capô e espere o motor esfriar por quinze minutos.
Usando um pano, abra com cuidado a tampa do reservatório de água do radiador para verificar se está vazio. Se estiver, ligue o carro e só então coloque água. Depois disso, verifique se há vazamento em alguma mangueira do radiador ou se a correia da bomba de água está frouxa.
Essas são as causas possíveis do superaquecimento. Se estiver tudo em ordem, ligue o motor novamente e espere aquecer até atingir aproximadamente 90 graus centígrados (verifique no marcador de temperatura no painel). Observe se a ventoinha entra em ação. Se ela não funcionar, desligue o motor. Pode ser que o sensor, um fusível ou ainda a ventoinha estejam queimados. Leve o carro ao mecânico e troque a peça defeituosa.

Ferdinand Porsche


Boa noite,

A algum tempo eu tinha iniciado uma categoria sobre Biografias, de uma certa forma é uma homenagem que eu presto para os maiores nomes da indústria automobilísticas, com pesquisas realizadas em livros e diversos sites da internet,de uma forma bem resumida eu espero escrever alguma coisa bem prática sobre cada um deles.

Hoje vou postar a biografia de Ferdinand Porsche – pai do Fusca, que contrariando a opinião de muita gente ele não é alemão e o seu filho foi o sucessor, criador da Porshe que conhecemos hoje, enquanto ele se dedicava ao Fusca.

Ferdinand Porsche (1875-1951)

Austríaco, nascido no dia 3 de setembro de 1875 na cidade de Maffersdorf, Ferdinand Porsche foi o inventor do Fusca,o Carro de maior sucesso da história da indústria automobilística mundial. Ele mudou-se para a alemanha e em Viena trabalhou em uma firma de eletricidade entre os anos de 1893 e 1898. Mas o que ele queria era trabalhar com mecânica automotiva, por isso em 1900 ele construiu, para disputar corridas, um protótipo com motores elétricos e tração nas 4 rodas e outro, também elétrico, com tração dianteira. Em 1906 ele se associou a Daimler e em 1923 ele se transferiu para a divisão de Sttutgart. Em 1931 ele abriu sua própria empresa para projetar carrros esportivos – eis o início da Porsche -, mas em 1932, a pedido de Adolf Hittler, ele deveria construir um carro popular, porque a Alemanha, na época, tinha a metade do número de carros que haviam na França e Inglaterra. Junto ao seu filho, Ferry Porsche (1909-1998), ele desenhou o primeiro esboço do Fusca, um carro com desenho derivado dos Tatra, uma antiga marca tcheca que produzia carros com aerodinâmica e tecnologias avançadas. O motor também empregava a mesma técnica dos Tatra, era traseiro, com 4 cilindros horizontalmente opostos e refrigeração a ar. A suspensão era resistente, feita com barras de torção. Os protóripos dos carros foram denominados NSU tipo 32 e em 1936 o carro já estava pronto e havia recebido o nome de KDF (Kraft Freud Durch, ou Força Através da Alegria).

Porsche escolheu Wölfsburg para construir a sua fábrica. Para a guerra ele fez o Kubelwagen, um carro tipo camburão, e o Schwimmwagen, o carro-anfíbio. Em 1945 o Fusca havia trocado de nome, ele passou a chamar-se VolksWagen – Carro do Povo, em alemão – e daí em diante o carro passou a ser vendido em mais de 30 países.

Na década de 30 Ferdinand Porsche começou a construir os esportivos Porsche, e em 1949 fez a Kombi, o segundo veículo da VolksWagen. O primeiro Porsche foi construído por ele e seu filho, sendo que o primeiro modelo foi denominado de 356, lançado em 1936, que empregava a mecânica do Fusca. O modelo 356 teve três gerações: A, B e C, que foi substituído pelo 911, em 1963. Ferdinand Porsche dedicou mais sua vida ao fusca, enquanto Ferry Porsche, seu filho, se dedicou à criação da lendária Porsche. Ferdinand Porsche morreu em 1951.

O mais famoso carro popular foi idealizado por Adolf Hitler e entrou para a história da indústria automobilística, o Fusca.

Ferdinand Porsche foi quem deu forma ao que se tornou o carro mais vendido da história. O modelo da Volkswagen teve seus embriões em outros carros de formas arredondadas, mas foi mesmo o Fusca que entrou para a história. O carro popular por definição – o Fusca surgiu dentro do conceito alemão de “Volks Wagen”, ou seja, carro do povo – tinha muito das formas do carro de luxo. Porsche desenhou por encomenda da Auto Union, hoje a Audi, uma linha de sedãs de luxo que em muito se pareciam com o Fusca.

Mas foi mesmo o flerte com o luxo e o poder que permitiu a Porsche fazer sua criação mais famosa. O designer era amigo de um importante assessor do ditador Adolf Hitler e acabou sendo contratado pelo governo alemão em 1934 para desenvolver seu projeto. Mas Porsche tinha de seguir as exigências de Hitler: criar um carro capaz de transportar dois adultos e três crianças (ou três soldados e uma metralhadora), alcançar velocidade média de 100 km/h, não consumir mais de um litro a cada 13 km, ter motor refrigerado a ar e ser vendido por menos de mil marcos, a moeda da época.

Foram muitos protótipos até chegar ao modelo final, com motor traseiro de quatro cilindros, refrigerado a ar e sem radiador. A carroceria aerodinâmica foi desenhada pelo austríaco Erwin Komenda (1904-1966). Os primeiros modelos para teste surgiram em 1936 e enfrentaram as estradas alemãs com soldados ao volante. Em um segundo momento, optaram por instalar janelas traseiras, além de pára-choques.

O governo acabou aprovando o projeto, e o primeiro Fusca saiu da linha de montagem em 1940. Houve subsídio do Estado e um plano de parcelamento que permitiu que os alemães comprassem um Fusca pagando cinco marcos por semana. A Segunda Guerra Mundial acabou interrompendo a produção, e houve polêmica quando se tornou público o fato de se terem usado prisioneiros de guerra na linha de montagem. Foi só durante a ocupação da Alemanha pelos aliados que se voltou a produzir.

Dos muitos modelos que então surgiram, o de 1959 definiu a imagem que se consagraria nas décadas seguintes. Em 1973, o Fusca viveu seu auge: 1,25 milhão de unidades por ano ganhavam as ruas das cidades do mundo todo. O último modelo desse Fusca tradicional parou de ser produzido em 2003, no México, onde o uso em massa pelos taxistas rendeu ao carrinho sua maior sobrevida.

Obrigado

Dicas::: Mecânica Básica


Boa noite,

Eu costumo falar 2 coisas sobre carros, as pessoas menos entendidas do assunto podem me chamar de louco mas todo carro é único e o carro fala com você.

O carro é único porque o seu estado depende principalmente do cuidado que o seu proprietário tem com ele, é comum encontrar carros com 100mil km rodados encostados em oficina pronto para retífica completa ou parcial do motor, assim como é possível encontrar um carro na mesma marca/modelo/versão com 300mil km em perfeitas condições de uso.

Outra questão é o fato do carro falar com você, raramente um carro irá parar sem sinalizar algo no painel, quando não é no painel é algum barulho, vibração, rangido… alguma coisa acontece. Se você sentiu que o carro todos os dias está com dificuldade para dar partida, certamente algum problema maior acontecerá ao longo da semana ou depois de alguns dias.

Luz da injeção acessa, luz do freio de mão que não apaga… são sinais que nunca devem ser desprezados. Cada carro possui uma sinalização diferenciada, embora as cores e formatos das informações sejam padrões, é de extrema importância ler o manual do proprietário para saber quando e onde pode acontecer cada problema.

Se o carro é preparado ou possui alguma modificação, a atenção sobre os cuidados básicos devem ser redobradas, as vezes os problemas acontecem com pouca frequência, sendo assim você terá um prazo maior para identificar e resolver antes que o pior aconteça, um exemplo aparentemente bobo mas poucas pessoas reparam, são as lâmpadas da lanterna do carro (traseiro), quando ela simplesmente demora um pouco para acender em comparação ao do par, certamente ela irá queimar, a troca é simples, rápida e barata, porém é comum encontrar carros na cidade com as lâmpadas queimadas por algumas semanas.

Quando você pisa o pé no freio e ouve um barulho horrível de metal com metal…. certamente não é algo normal, o carro implora por pastilhas novas. Se eu perguntar para você quando foi que o filtro de combustível foi trocado pela última vez ou quando o fluído de freio foi trocado, você saberia me responder?

Vou postar algumas dicas, para quem está em uma situação de emergência.

Bateria:

Se a luz indicativa da bateria no painel estiver acesa, o problema pode ser com ela ou com o alternador, que pode estar com defeito ou quebrado. Quando isso acontece, a energia da bateria é usada até o fim sem que haja a reposição da carga. Levando o carro até um auto-elétrico, o problema será resolvido com uma recarga na bateria ou realizando-se sua troca. Se for o alternador, ele também pode ser recondicionado ou, em um caso mais grave, trocado.

Bobina:

Pode haver um superaquecimento da bobina, peça responsável por gerar a corrente de alta tensão que provoca a faísca nas velas. Quando isso ocorre, pode ser um sinal de desgaste da peça. Ela pára de produzir corrente e o carro não liga. O jeito é esperar que esfrie.

Para acelerar o processo, desligue a chave, abra o capô e coloque um pano molhado sobre a bobina. Esperando cerca de dez minutos, o carro volta a ligar. Trata-se de uma solução de emergência. Assim que puder, passe em um auto-elétrico e troque a peça.

Bomba de combustível:

Muitas vezes a bomba de combustível falha e não consegue mandar o líqüido na pressão ideal para o sistema. Em carros com injeção eletrônica, uma maneira de saber se ela está funcionando é fechar os vidros e tentar dar a partida. Nesse momento é possível ouvir o zumbido da peça funcionando. Se não escutar esse barulho, o problema certamente está na bomba. No caso de carro com carburador, pode-se desencaixar dele a mangueira do combustível e pedir a alguém que acione a partida. Normalmente, a gasolina sairá pela mangueira. Se isso não acontecer, ela está com defeito. Trocá-la é um procedimento rápido e que pode ser feito no local por um mecânico experiente.

Correia de entrada:

Ligada ao eixo do comando de válvulas, a correia é acionada pelo motor. Pode se partir, geralmente em movimento. À menor suspeita de que tenha se rompido, pare o carro e não tente dar a partida. A troca só deve ser feita em oficina ou concessionária. Mesmo assim, ajuda ter uma de reserva. Os fornecedores da peça recomendam sua substituição a cada 40 000 ou 50000 quilômetros.

Motor afogado:

O motor pode parar de funcionar com o carro em movimento ou nem dar a partida. Ele pode ter “afogado” por excesso de combustível. Provavelmente uma falha no sensor de temperatura provocou o problema. O afogamento ocorre com mais freqüência em carros equipados com carburador. Aguarde um tempo e experimente ligá-lo de novo. Se não der certo, chame a assistência técnica.

Tampa do distribuidor:

Tampa do distribuidor trincada não deixa o carro funcionar. Quando isso acontece, a distribuição de energia para as velas fica prejudicada, ocasionando fuga de corrente elétrica. A solução é trocar a tampa, o que se pode fazer até sozinho com um mínimo de conhecimento sobre mecânica.