Tudo sobre Pneus – Parte I


Boa noite,

Para compensar o meu úlitmo post sobre pneus, estou criando este novo muito mais rico em detalhes. Para alguns o pneu nada mais é do que uma estrutura de borracha que fica abaixo do carro, levando pancada e caindo em buraco todos os dias.

Para nós, um pneumático (do latim tardio pneumatĭcus, por sua vez do grego πνευματικός, derivado de πνεῦμα “sopro”), mais conhecido simplesmente por pneu, é um artefato circular feito de borracha, foi criado por Charles Goodyear o qual pode ser inflado com ar ou com água. Pode ainda ser maciço. Utilizado por veículos em geral, como carros de passeio, caminhões, tratores, bicicletas, carrinhos de mão etc.

Geralmente é de cor negra devido ao fato de, durante a fabricação, ser adicionado negro de fumo à composição da borracha. Sem esse elemento, os pneus se desgastariam muito rapidamente.

Viram como tem muita coisa por trás de um simples borrachão?

Estrutura do Pneu.

  • Carcaça: parte resistente do pneu; deve resistir a pressão, peso e choques. Compõem-se de lonas de poliéster, nylon ou aço. A carcaça retém o ar sob pressão que suporta o peso total do veículo. Os pneus radiais possuem ainda as cintas que complementam sua resistência;
  • Talões: constituem-se internamente de arames de aço de grande resistência, tendo por finalidade manter o pneu fixado ao aro da roda;
  • Parede lateral: são as laterais da carcaça. São revestidos por uma mistura de borracha com alto grau de flexibilidade e alta resistência à fadiga;
  • Cintas (lonas): compreende o feixe de cintas (lonas estabilizadoras) que são dimensionadas para suportar cargas em movimento. Sua função é garantir a área de contato necessária entre o pneu e o solo;
  • Banda de rodagem: é a parte do pneu que fica em contato direto com o solo. Seus desenhos possuem partes cheias chamadas de biscoitos ou blocos e partes vazias conhecidas como sulcos, e devem oferecer aderência, tração, estabilidade e segurança ao veículo.
  • Ombro: É o apoio do pneu nas curvas e manobras.
  • Nervura central: proporciona um contato “circunferencial” do pneu com o solo.

Pneu com vista em Corte.



Dicas Rápidas


Sistema antitravamento de freios (ABS)
O sistema ABS, ao contrario do que se pensa, não aumenta a eficiência dos freios. O que acontece é que as rodas não travam, elas rodam em pequena velocidade permitindo que o motorista faça manobras.
Com as rodas travadas, o veículo se arrasta mantendo a trajetória, independente da posição das rodas. Com o ABS, o veículo não se arrasta e obedece a trajetória escolhida pelo motorista. O ABS é muito útil para evitar colisões em baixa velocidade. Não se iluda: em alta velocidade ele pouco pode ajudar.

Agora ABS em moto é outra história…. assistam o vídeo.

A principal vantagem do ABS é a possibilidade de realizar uma curva (entenda desvio) com o pé travado no freio. Eu fiz o curso de pilotagem do centro Roberto Manzini, com o curso você muda muda muitos conceitos sobre técnicas de pilotagem. O Cerberus não tem ABS logo eu tenho que “bombar” o pé no freio para fazer o “ABS Manual’.

Será obrigatório em todos os carros no Brasil até 2014, bom para a nossa segurança, ruim para o preço do carro popular. Acho desnecessário um carro 1.0 vir equipado com ABS, acho melhor o Detran mudar a grade curricular as auto-escolas para fazer o aluno aprender a parar o barco, do que incluir ABS e encarecer o carro em pelo menos 4mil.

Abraços

Sopa de Letrinhas III


Boa noite,

Dando continuidade no dicionário de termos técnicos, vou postar mais alguns populares.

Gostaria de agradecer o participante Jean Mario pela colaboração no tópico “Problemas com a Gasolina“, excelente participação, de muito valor para o Blog.

balancins

componentes metálicos localizados no cabeçote dos motores que, acionados pelos ressaltos (cames) do comando de válvulas, transferem esse movimento às válvulas, abrindo-as. Quando são roletados (montados com roletes), permitem redução do atrito e aumento da potência.

balanços

termo de Engenharia que, no ramo automobilístico, define a distância entre cada eixo (dianteiro/traseiro) e a respectiva extremidade da carroceria. Quanto menores os balanços, mais facilmente o veículo ingressará em rampas ou ladeiras e sairá delas sem raspar.

bar

unidade de medida de pressão, sempre precedida de um número, usada normalmente para aferir enchimento de pneus, volume de ar admitido dentro de um motor ou pressão interna. Cada bar (com minúscula) equivale a cerca de 1 atmosfera, 1 kg/cm2 ou 14,2 libras/polegada.

batidas de pino

expressão popular que indica o ruído característico feito por um motor com detonação, ou seja, com explosões espontâneas (antes da faísca das velas) nas câmaras de combustão. Elas são causadas por combustível inadequado, ignição adiantada ou alta temperatura.

bitola

expressão usada para indicar, num automóvel, a distância entre as rodas de um mesmo eixo. Embora outros fatores também influenciem, normalmente quanto maiores forem as bitolas, melhor será a estabilidade do veículo e menor a possibilidade de capotagem.

bloqueio do diferencial

sistema auxiliar acionado pelo motorista e destinado a impedir que, numa rampa muito íngreme e com pouca aderência, as rodas de um mesmo eixo percam tração. Com o bloqueio acionado, as dianteiras e traseiras recebem a mesma potência.

boxer

tipo de motor em que os cilindros ficam contrapostos na posição horizontal, com o virabrequim ao centro. Traz as vantagens de maior compacidade e mais baixo centro de gravidade, ajudando a estabilidade do veículo. Entre outros, modelos Porsche e Subaru o adotam.

A Volkswagem é a maior fabricante de motores do tipo Boxer do mercado mundial, os seguintes modelos utilizaram esse conceito:

* Fusca/Carocha;
* Brasília;
* Kombi até 2005;
* Variant/TL;
* SP1/SP2;
* Gol até 86 (BX/LS).

brake-light

terceira luz de freio, colocada em posição elevada na traseira (geralmente no limite superior do vidro) de um veículo, para poder ser visualizada através dos vidros dos carros que o seguem e para permanecer funcionando mesmo após impacto por trás.

Obrigado

Sopa de Letrinhas II


Boa noite,

ABS

antilock braking system: sistema antitravamento de freios. Funciona solidário ao sistema principal e utiliza inúmeros sensores para informar à central eletrônica quais rodas estão prestes a travar. Ele, então, alivia a pressão e evita o bloqueio, conseguindo manter a aderência.

aceleração lateral

é o valor da força centrífuga (que tenta jogar o veículo para fora da curva) expresso em g (símbolo da força de gravidade). O teste é feito num círculo com raio padrão de 31,6 metros. Quanto maior o número obtido pelo veículo, mais estável ele é.

acionamento pirotécnico

sistema que utiliza a energia de uma pequena explosão controlada para tensionar adequadamente os cintos de segurança em caso de acidente, eliminando qualquer eventual folga que possa diminuir sua eficiência.

acoplamento viscoso

sistema anexo ao diferencial, responsável pela modulação do torque (força) que chega a cada roda. Esse efeito é obtido por um fluido à base de silicone de alta viscosidade, quando é forçado a circular entre discos múltiplos perfurados.

adaptativo

assim é chamado o câmbio que, por meio de sofisticada eletrônica e diversos sensores, consegue se adaptar à forma de conduzir do motorista, trocando as marchas de maneira mais lenta ou mais rápida para obter melhor economia ou desempenho.


admissão continuamente variável

visa adequar quantidade e velocidade da mistura combustível admitida no motor de acordo com a rotação, para que ele tenha força seja qual for o regime de giros. Isso é feito pelo comando de válvulas especial e/ou coletores de admissão variáveis.


admissão variável

procura adequar a quantidade e velocidade de mistura combustível admitida pelo motor de acordo com a rotação, para que ele tenha força seja qual for o regime de giros. Isso é feito pelo comando de válvulas especial e/ou coletores de admissão variáveis.

ângulos de entrada e saída

indicam a maior ou menor facilidade de um veículo todo-terreno entrar numa rampa ou sair dela sem raspar os pára-choques ou outras partes no solo. Quanto mais próximo do pára-choque ficarem as rodas dianteiras e traseiras, maiores serão os ângulos e a agilidade do veículo.

apoios de cabeça “ativos”

São assim chamados os descansos no alto dos bancos que contam com um sistema automático que os movimenta para a frente e para trás, de maneira a minimizar o perigoso efeito chicote sobre a coluna cervical dos ocupantes, em caso de batida pela traseira.


aquaplanagem

perda de aderência dos pneus com o solo. Geralmente acontece em velocidades elevadas, quando se forma uma lâmina d’água entre o pneu e o asfalto. Mas, caso os pneus não estejam em perfeitas condições, ou se o trecho alagado for muito extenso, pode ocorrer mesmo em baixas velocidades.

arco voltaico

descarga elétrica luminosa formada entre dois eletrodos. Em determinadas lâmpadas, substitui a função do filamento. Também é chamado de arco elétrico.

auto-ignição

também conhecida como “batida de pino”, leva esse nome pelo som característico que marca esse problema do motor. Acontece quando a queima da mistura ar-combustível não é provocada pela faísca emitida pela vela. O combustível acaba sendo detonado antes pelo acúmulo de resíduos resultante do processo de carbonização. Esses resíduos também são inflamáveis se combinados com a gasolina. Caso a auto-ignição perdure por um longo período, há o risco de danos mais sérios ao motor.

Obrigado pela visita!