Experiências – Palio 1996 – 1.5 8v


Boa noite,

Para quem me conhece, sabe que eu tenho um olhar crítico em diversos assuntos, o que mais me interessa são lugares e veículos. Enquanto o meu projeto Cerberus não é concretizado pela Trippyz (2 semanas de trabalho) peguei o Palio do meu amigo Bega emprestado, que aliás eu considero muito por esse ato nobre de solidariedade.

A experiência que eu irei retratar será como guiar nas ruas de São Paulo com um Palio EL 1996 equipado com um motor 1.5 de 76cv, o carro está todo original. Não irei avaliar o carro em questão, mas sim o Palio em si.

Projetado em 1992 e lançado no Brasil em meados de 1996 o Fiat Palio contou com muitas inovações na época, era para ter sido o substituto do Uno porém as vendas do Uninho no Brasil sempre foram altas…. então porque mecher em time que está ganhando?

O Palio na época contava com motores 1.5 8v e 1.6 16v, ambos famosos por serem extremamente consumistas e sedentos por (argh!) gasolina, alguns até sairam equipados com Air Bag, que até então nenhum modelo da categoria vinha com esse luxo. Freios ABS, Ar condicionado, Direção Hidráulica também estavam na lista de presentes dos que tinham mais intimidade com os modelos da Fiat.

O Palio também ficou famoso em ter várias versões adaptadas para portadores de necessidades especiais. Lembro que na época que o meu Pai tinha um Logus, eu na ocasião, entrei em um Palio semi-automático, mal eu sabia o tão raro era o carro que eu estava.

Bom, vamos ao que interessa…

O Palio é um carro muito gostoso de dirigir, posição agradável e direção muito (mas muito) leve. Equipado com rodas aro 13, mesmo sem direção hidráulica o carrinho é bem macio.

Anda calmo pelas ruas e apertando um pouquinho mais sente-se que o motor mesmo com 14 anos de vida ainda apresenta bom comportamento, fácil de guiar e fácil de manobrar.

Como ponto negativo, fica o consumo do carro, que no primeiro semestre de 2010 dei de presente ao meu amigo um verdadeiro chá de oficina, melhorou mas mesmo assim não agrada o bolso, consumo similar a um veículo 1.8 a alcool de hoje.

Não pude avaliar a iluminação original do carro, porque o meu colega trocou por lâmpadas da Philips, para quem não sabe como ficaria no carro instalado, tirei algumas fotos (sem flash) agora a pouco (23:30) para mostrar para você, caro leitor.

No farol baixo tem as famosas lâmpadas do tipo “Pingo”, são bem azuis quando observadas a olho nu.

Ligado a noite, tem um efeito muito similar ao Xenon de 6000k

Tirei uma foto de dentro do carro para ver como ficaria, infelizmente por ter a parede da garagem, o efeito ficou muito superior a realidade.

Bom, mas a idéia é ter apenas uma referência do efeito da luz branca instalada no carro.

FICHA TÉCNICA
MOTOR
Dianteiro, transversal, 1.5 litros, 4 cilindros em linha, 8 válvulas, álcool
Cilindrada 1.497 cm3
Potência máxima (cv / rpm) 77 / 5.250
Torque máximo (kgfm / rpm) 12,4 / 2.750
Taxa de compressão 11.4
Ignição Magneti Marelli, eletrônica digital
Inejção Magneti Marelli MPI 1G7, multiponto, semi-sequencial, indireta
TRANSMISSÃO
Câmbio manual de 5 marchas; tração dianteira
DIREÇÃO
Tipo pinhão e cremalheira, com assistência hidráulica (opcional)
FREIOS
Dianteiros à discos ventilados
Traseiros tambores
SUSPENSÃO
Dianteira Tipo McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora; amortecedores hidráulicos, telescópicos de dupla ação; molas helicoidais
Traseira Com rodas independentes, braços oscilantes inferiores; amortecedores hidráulicos, telescópicos de dupla ação; feixe de molas transversal e auto-estabilizador
RODAS / PNEUS
5J x 13, aço estampado / 165/70 R 13
TANQUE DE COMBUSTÍVEL
48 litros
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento 3.763 mm
Largura 1.602 mm
Altura 1.445 mm
Distância entre-eixos 2.361 mm
DESEMPENHO
Velocidade máxima 165 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 12,8 s
CAPACIDADE DO PORTA-MALAS
280 litros
PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS OPCIONAIS
Freios ABS
Air-bag para motorista e passageiro Apóia-cabeças no banco traseiro
Ar condicionado
Direção hidráulica
Travas e vidros dianteiros elétricos

Motor Aspirado IV


Bom dia!

Outro dia navegando pela internet, vi que em alguns fóruns sobre o motor VHC da GM, atualmente equipado nos veículos 1.0 da linha (Celta, Prisma e Classic), a discussão se iniciou sobre como sobrealimentar o motor VHC seja por Turbo ou por outras práticas e acabou que no final ninguém sabia de mais nada.

A taxa de compressão dos novos motores VHC é de 12,6:1, enquanto o antigo Celta tinha índice de 9,4:1 a taxa dele é tão superior que provavelmente os proprietários devem ter sentido as famosas “Batidas de Pino” usando o nosso líquido inflamável que eu nego dizer combustível.

Taxa De Compressão :


A taxa de compressão é a relação entre o volume de um dos cilindros do motor com seu pistão no ponto morto inferior (ou seja, totalmente “em baixo”) e o volume da câmara de combustão correspondente (volume do cilindro com o pistão no ponto morto superior, ou seja, totalmente “em cima”), e indica quantas vezes o volume de mistura é comprimido antes de ocorrer a centelha da vela de ignição. Assim uma taxa de compressão de 9:1 por exemplo, indica que a mistura é comprimida 9 vezes.

A taxa de compressão deve ser adequada ao combustível utilizado, pois os gases (no caso a mistura ar-combustível), quando comprimidos, se aquecem, de sorte que uma compressão excessiva poderá levar a temperatura da mistura à níveis que provocarão a detonação espontânea da mesma, podendo provocar graves danos ao motor. Motores de concepção mais antiga normalmente tem baixas taxas de compressão, pois os combustíveis da época tinham menor octanagem, ou seja, menor resistência à detonação por compressão. Atualmente, com a adição de álcool à gasolina brasileira (“alcosolina”) e/ou aditivos anti-detonantes, pode-se trabalhar com taxas de compressão mais elevadas.
Aumentar a taxa de compressão consiste em diminuir o volume das câmaras de combustão. Existem várias maneiras de se fazer isso, mas a mais simples e barata é fazer o rebaixamento dos cabeçotes.

Porém é necessário identificar qual é o tipo de motor que estamos falando… se é novo ou antigo, carburado ou injetado. Existem inúmeras diferenças em carros com 4 cilindros, 6 canecos e V8. Carros mais antigos como o GM Opala,  Ford Maverick, Ford Mustang, Ford Landau, Dodge Charger… cada um com uma particularidade… converter para Alcool e rebaixar o cabeçote destes carros é algo que requer muita atenção e conhecimento.

Para tanto, retire-os do motor (peça ajuda ao seu mecânico de confiança) e leve-os à uma retífica, solicitando o serviço. Depois, basta remontar tudo de novo! Simples, não? Nem tanto. A desmontagem dos cabeçotes não é tarefa complicada para pessoas experientes em mecânica, mas deve-se providenciar novas juntas, parafusos, arruelas e vedadores novos (NUNCA reutilize estes componentes). Providencie caixas de ovos (vazias, coloque os ovos na geladeira) para guardar os balanceiros, organizando-os de maneira que você possa montá-los na mesma posição em que estavam. Faça o mesmo com as varetas, utilizando uma caixa de sapatos com furos na tampa. Guarde estas peças num local bem escondido dos curiosos, para evitar que as peças sejam misturadas.